Sobre o Coletivo

O Coletivo Refluxo é um grupo formado pelas artistas Gabriela Ventola, Juliana Bertho, Letícia Leardini, Mariana Murayama e Patrícia Wowk. A proposta de criação de um coletivo de trabalho surgiu em 2009 durante a graduação em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), devido à amizade e afinidade de idéias que as integrantes do grupo partilham, porém se estabeleceu no ano de 2010.     

Uma breve explicação sobre nome do coletivo:
Por definição do dicionário, refluxo quer dizer ir em direção oposta à normal, ato de refluir. Refluir que significa retroceder, correr para trás, voltar ao ponto de origem. A definição da palavra por si só já poderia explicar muita coisa, mas é mais digno esmiuçar (resumidamente) o sentido do batismo surgido das mentes insólitas de duas integrantes do grupo (Juliana e Letícia). Tomando como ponto de referência o fluxo de um mundo, digamos, insano (no sentido menos manicomial e mais áspero do termo), podemos dizer que buscamos na medida do possível nadar contra a maré. Nossa idéia maior é propor reflexões e experiências diferentes das consideradas importantes no cotidiano. Não se reserva tempo para pensar em nada que não vá pagar as faturas no final do mês, não se reserva energia para plantar poesia na vida. Essa idéia de vida exclusivamente prática é um fluxo pelo qual não queremos navegar. Em suma, consideramos importantes alguns aspectos da formação de um indivíduo que geralmente são colocados de lado por conta das exigências de um mundo árduo. 


Juliana Bertho

Graduada em Artes Visuais, ex-aspirante a artista inserida no mercado (agora só aspirante a artista), arte educadora, tenho grande interesse pelas artes gráficas e pela arte urbana, possuo um gosto musical eclético (mas não duvidoso), sou superprotegida pela família, arrisco-me a escrever às vezes e adoro estar na companhia dos amigos, por isso o coletivo.
Caolhos Itinerantes: Na ânsia de me jogar no mundo. Tanto quando no medo de me perder e de perder. E agora uma chance de ficar sob as mantas do meu teto seguro e espalhar um pouco de mim, em tecidos, botões e linhas mal trançadas. Assim faço, em conjunto, nascer um passeio por outro mundo. Ainda que esse mundo seja outro pequeno e infinito como o meu.


Letícia Leardini

Formada em Artes Visuais, mas apaixonada por todos os tipos de arte, já sonhei em ser uma artista plástica de renome e expor em galerias famosas, assim como já tive vontade de ser vocalista de uma banda de rock ou então uma dançarina de Tribal Fusion, mas como uma das minhas maiores características é a mutação constante das minhas aspirações, no presente momento tenho demonstrado um maior interesse pelas artes manuais e pela fotografia; e pratico também a dança do ventre, dança hawaiana e tahitiana como um hobby. Além disso, sou também um tanto quanto insegura e apegada  um pouco demais a tudo e a todos que fazem algum sentido para a minha vida, o que me faz gostar mais de trabalhar em conjunto do que individualmente, pois assim posso dividir as idéias e as responsabilidades com outras pessoas e ao mesmo tempo estar na companhia delas.
Caolhos itinerantes: Através de uma idéia que no início era apenas uma brincadeira e diversão entre amigas, agora, ainda de maneira lúdica e divertida, a possibilidade de compartilhar um pouquinho de mim e ao mesmo tempo propor um exercício de desapego e de construção de identidade de maneira coletiva e em grande escala.


Mariana Murayama

Artista Visual graduada pela Unicamp, tenho muitas pretensões artísticas e inúmeras idéias na cabeça, gostos extremos pelo desenho, gravura, ilustração e pela animação. Sou apaixonada também por filmes, livros, música e lógico, pelas Artes em geral. Ah, e talvez pelo melhor dos meus vícios - os cookies caseiros...
Uma menina reservada, as vezes de poucas palavras, outras de muitas conversas e papos a toa, inclua-se neste breve perfil a influência de meus poucos traços orientais, entre alguns dos meus trabalhos artísticos.
Caolhos itinerantes: A idéia de espalhar nossos pequenos filhotes pelo mundo, é algo extremamente interessante, primeiro porque eles representam de certa forma um desejo (individual e coletivo) de percorrer o mundo, viajar, conhecer pessoas novas, lugares e culturas, de modo tranqüilo e sem surpresas desagradáveis. Depois, pela motivação e pela curiosidade de saber a reação e atitude de pessoas que nunca vi, diante de um presente deixado e encontrado ao puro acaso do destino, além de trabalhar minha difícil questão de desapego as coisas que faço. É por isso, que com todo carinho os entrego a vocês e aguardo boas notícias em breve.


Gabriela Ventola

Com formação em bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (SP), nunca almejei me tornar uma artista plástica renomada, mesmo porque acredito que isso seja para uma restrita parcela dos artistas ricos ou sortudos ou com muitos amigos. Ao invés disso, desejo compartilhar com o mundo minhas infinitas ideias transitórias e inquietações desse mundo paralelo no qual estamos inseridas. Tenho afinidade com as mais variadas formas de expressão pela arte, desde os desenhos, gravuras e esculturas até as manifestações em dança. Sofro constante metamorfose nesse contexto artístico.
Caolhos Itinerantes: Entrei para este projeto tão peculiar e cheio de ideias articuladas pela amizade que tinha com as meninas e por estar como dizia Cazuza "nadando contra a corrente só pra exercitar todo o músculo que sente". Acredito que este projeto seja impulsionador para as questões que envolvem o espectador no mundo das artes, colocando-o em outro patamar que não só o de observador, mas sim no de um ser pensante e participante da construção da obra de arte. A arte urbana toma cada vez mais espaço no Brasil nas discussões que envolvem o valor da obra de arte e os Caolhos Itinerantes se posicionam na defesa de uma mudança de pontos de vista. É com muita felicidade que integro este projeto!


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